01 jul 2026
Tecnologia patenteada pelo ICTi amplia segurança, eficiência e escalabilidade no uso de agentes de inteligência artificial

 

À medida que a inteligência artificial passa a ocupar um papel cada vez mais estratégico nas jornadas digitais, empresas enfrentam um desafio comum: como escalar essas soluções de forma segura, eficiente e compatível com os requisitos de governança e conformidade exigidos em operações críticas.

Foi para responder a esse cenário que o Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú (ICTi) desenvolveu o “Método de Orquestração de Interações Usuário-Máquina e Mídia de Armazenamento Legível por Computador”, uma tecnologia que funciona como uma camada inteligente de decisão para agentes de inteligência artificial. A solução avalia cada solicitação recebida, seja por texto, voz ou imagem, e direciona o processamento para o caminho mais adequado.

A solução recebeu recentemente a concessão do documento de patente pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), reconhecendo uma inovação que amplia as possibilidades de utilização de agentes conversacionais em contextos que exigem segurança, rastreabilidade, eficiência operacional e capacidade de escala.

 

  • Inteligência artificial aplicada aos desafios do negócio

O avanço dos modelos de linguagem ampliou significativamente a capacidade dos sistemas para compreender solicitações, gerar respostas e executar tarefas. Ao mesmo tempo, a adoção dessas tecnologias em ambientes corporativos trouxe novos desafios relacionados a custo, desempenho, governança e controle.

Em operações de grande escala, nem toda interação exige o uso de modelos generativos complexos. Perguntas frequentes, comandos simples e solicitações estruturadas podem ser resolvidos por mecanismos mais leves, baseados em regras claras. Direcionar todas as demandas para um único modelo de inteligência artificial pode aumentar custos computacionais, elevar o tempo de resposta e dificultar o controle sobre o fluxo de processamento, afetando diretamente a experiência do usuário.

O “Método de Orquestração de Interações Usuário-Máquina e Mídia de Armazenamento Legível por Computador” foi concebido justamente para enfrentar esse desafio. “Na prática, a tecnologia decide quando usar respostas baseadas em regras, módulos especializados ou modelos avançados de inteligência artificial e isso evita o uso desnecessário de modelos generativos, reduz tempo de resposta e custo computacional, e mantém controles de segurança ao longo da jornada”, explica Alexandre Maiorano, cientista de dados especialista do ICTi.

Essa abordagem permite combinar eficiência operacional, qualidade das respostas e governança, tornando o uso da inteligência artificial mais sustentável e escalável para aplicações corporativas.

 

  • Uma arquitetura para jornadas multimodais

A tecnologia patenteada permite que interações realizadas por texto, voz ou imagem sejam processadas de forma integrada dentro de uma única arquitetura.

Para isso, combina caminhos baseados em regras, módulos especializados e recursos de inteligência artificial generativa, selecionando dinamicamente a melhor estratégia para cada situação. A solução também incorpora múltiplas camadas de proteção distribuídas ao longo da jornada e mecanismos estruturados de registro das interações, ampliando a rastreabilidade e a capacidade de auditoria dos processos.

Além de aumentar a eficiência operacional e reduzir custos de processamento, essa arquitetura fortalece a segurança das interações e a confiabilidade dos sistemas, aspectos essenciais em ambientes altamente regulados.

 

  • Potencial para transformar experiências digitais

A relevância da tecnologia está diretamente relacionada à evolução dos serviços digitais e ao crescimento do uso de interfaces conversacionais em diferentes setores.

No contexto financeiro, por exemplo, o método patenteado abre caminho para experiências mais robustas em jornadas que envolvem consultas, solicitações de serviços e operações transacionais. Um dos exemplos descritos na patente é a realização de uma transferência Pix por meio de um agente conversacional. Nesse cenário, o agente é capaz de compreender comandos enviados por voz, texto ou imagem e conduzir o usuário ao longo de toda a operação, aplicando mecanismos de validação e proteção em cada etapa do processo.

Além do setor financeiro, a arquitetura pode ser aplicada em assistentes virtuais, plataformas de atendimento digital, automação empresarial, suporte técnico, educação, saúde digital e outros ambientes que demandam interação inteligente entre pessoas e sistemas.

 

  • Pesquisa aplicada que gera valor

A concessão da patente representa mais um resultado da estratégia do ICTi de transformar pesquisa aplicada em conhecimento protegido e com potencial de gerar impacto para o negócio.

Ao investigar formas de tornar agentes de inteligência artificial mais eficientes, seguros e preparados para cenários complexos, o Instituto contribui para o desenvolvimento de tecnologias capazes de apoiar a evolução dos serviços digitais e a adoção responsável da inteligência artificial.

Mais do que um reconhecimento formal da inovação desenvolvida, a concessão da patente reforça o compromisso do ICTi com a produção de conhecimento científico conectado aos desafios reais do negócio, à proteção de ativos tecnológicos e às transformações do setor financeiro.

A conquista também marca um importante momento para o Instituto: esta é a segunda patente concedida ao ICTi pelo INPI, fortalecendo seu portfólio de propriedade intelectual e sua atuação na construção de ativos tecnológicos estratégicos para o futuro.

Clique aqui e confira o documento oficial de concessão da patente, publicado pelo INPI.

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