Inteligência artificial 24 mar 2026
As 5 coisas mais interessantes que o ICTi viu na NVIDIA GTC 2026

A convite do AKCIT da Universidade Federal de Goiás (UFG), o ICTi esteve presente na NVIDIA GTC 2026, que aconteceu entre 16 e 19 de março, um dos principais eventos globais sobre inteligência artificial, realizado em San Jose (EUA), representados pelo Enzo Scivittaro, gerente de Inovação, e Eduardo Bovo, cientista de dados gerente. A conferência reuniu pesquisadores, líderes de tecnologia, empresas e desenvolvedores para discutir os rumos da IA, com foco em escala, eficiência operacional e aplicação prática nos negócios.

A relevância do ecossistema da NVIDIA fez do evento uma excelente oportunidade para acompanhar tendências de IA, conectar com o ecossistema internacional e entender, na prática, como estão evoluindo temas como inferência, agentes, segurança, custos e a integração entre IA e o mundo físico.

A seguir, reunimos as cinco principais leituras que trouxemos da GTC 2026.

1. A NVIDIA quer cobrir toda a cadeia de valor da IA

Uma das mensagens mais fortes do evento foi o posicionamento da NVIDIA como fornecedora de uma plataforma full stack de IA, e não apenas de infraestrutura de hardware. A empresa deixou claro que seu objetivo é liderar desde o treinamento e a inferência até modelos, blueprints, software,  orquestração, segurança e operação contínua de sistemas de IA.

O conceito de AI factories apareceu como peça central dessa visão: ambientes pensados para produzir inteligência de forma contínua, eficiente e mensurável. Nesse contexto, inferência eficiente apareceu como um dos principais focos, sobretudo por seu papel na viabilização de agentes em produção.

2. Agentic AI está saindo do experimental e entrando no enterprise

A GTC 2026 confirmou que a Agentic AI deixou de ser apenas experimental. Os agentes começam a ser tratados como componentes reais de sistemas corporativos, capazes de planejar, executar tarefas e interagir com dados e outros sistemas com graus crescentes de autonomia.

3. Segurança, governança e custo no centro do debate

A maturidade do debate ficou clara ao trazer segurança, responsabilidade e eficiência de custos como pontos centrais. Guardrails, políticas de execução e observabilidade passaram a ser pré-requisitos operacionais para adoção em escala.

4. Modelos abertos ganham espaço

Modelos abertos, especializados e de diferentes portes ganharam protagonismo, sinalizando um mercado mais interoperável, flexível, customizado e com maior liberdade de composição entre modelos abertos e fechados.

5. Physical AI e world foundation models

A aproximação entre modelos e o mundo físico chamou atenção por seu potencial de tornar sistemas de IA mais robustos, inclusive para aplicações de negócio. É possível ler mais sobre o tema nesse artigo do Distrito disponível aqui.

A GTC 2026 reforçou que a inteligência artificial entrou definitivamente na fase de operação em escala, para quem quiser assistir a palestra de Jensen Huang, CEO da NVIDIA, é possível assistir na íntegra aqui.
Para o ICTi, acompanhar esse movimento, em parceria com universidades e centros de pesquisa como o AKCIT/UFG, é essencial para conectar pesquisa, tecnologia e impacto real nos negócios.