22 set 2026
Itaú Ventures participa de rodada de investimento na Simile e amplia parceria estratégica para acelerar agenda AI First

O Itaú Unibanco foi o primeiro cliente da Simile na América Latina, o que permitiu à equipe conhecer de perto a tecnologia e seu impacto. O investimento parte dessa relação já existente e reforça a estratégia do banco de apoiar empresas que estão na fronteira da inteligência artificial.

 

São Paulo, 21 de setembro de 2026 – O Itaú Unibanco, por meio do Itaú Ventures, anuncia sua participação em uma rodada de investimento na Simile, empresa de tecnologia sediada nos Estados Unidos que desenvolve modelos avançados de inteligência artificial capazes de simular o comportamento humano e manter as pessoas no centro das decisões que moldam o mundo. O Itaú foi um dos primeiros clientes da Simile e trabalha de forma próxima com a empresa desde seus estágios iniciais, explorando aplicações da tecnologia em diferentes áreas do banco.

O investimento dá continuidade a uma parceria comercial já existente entre as empresas, tendo o Itaú se tornado o primeiro cliente da Simile na América Latina antes da realização do investimento. O aporte faz parte de uma extensão da rodada de financiamento anunciada recentemente. A Série B de US$ 200 milhões da Simile foi liderada pela Greenoaks e avaliou a empresa em US$ 2 bilhões. O valor investido pelo Itaú não será divulgado. A transação amplia uma relação estratégica já estabelecida entre as duas empresas, em linha com a agenda AI First do banco.

O Itaú Ventures é o fundo proprietário de Corporate Venture Capital do Itaú Unibanco. Criado em 2019, o Itaú Ventures realiza investimentos minoritários em startups em estágios inicial e de crescimento, em áreas estratégicas para o banco, incluindo serviços financeiros, infraestrutura, cibersegurança e inteligência artificial aplicada.

A Simile desenvolveu um modelo fundacional capaz de simular como populações, organizações e mercados podem responder a diferentes cenários e decisões, permitindo que equipes testem hipóteses antes de implementá-las. A pesquisa da Simile foi pioneira no campo da simulação baseada em inteligência artificial, com a criação de agentes generativos para demonstrar que é possível simular pessoas reais com alto grau de precisão, acompanhadas de indicadores de confiança associados a cada resultado.

A relação do Itaú com os fundadores da Simile começou por meio de iniciativas de pesquisa conduzidas pelo ICTi (Instituto de Ciência e Tecnologia Itaú) em parceria com o Stanford HAI, especialmente a partir da interação com o professor Michael Bernstein, um dos principais pesquisadores nas áreas de interação humano-computador e inteligência artificial.

O banco acompanha o desenvolvimento da Simile desde seus estágios iniciais, em uma parceria construída com os fundadores e focada na cocriação de aplicações em diferentes áreas do negócio. Ao longo desse processo, a equipe de Research e CX Analytics do Itaú teve papel central na integração e utilização da Simile, disponibilizando milhares de simulações da Simile para uso em diferentes áreas do banco. Essa experiência como cliente antecedeu a decisão do Itaú de investir na empresa. O investimento representa uma extensão natural dessa relação já existente.

“A estratégia AI First do Itaú consiste em combinar tecnologia de ponta com uma compreensão profunda das necessidades dos nossos clientes. A Simile desenvolveu uma abordagem inovadora para modelar o comportamento humano e simular cenários complexos, uma capacidade com grande potencial para complementar nossa agenda de inteligência artificial e acelerar o desenvolvimento de experiências, produtos e serviços cada vez mais relevantes”, afirma Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú Unibanco.

Como funciona no Itaú

No Brasil, a tecnologia é utilizada em diferentes áreas do banco como complemento às pesquisas e interações com clientes realizadas diariamente, sempre em conformidade com as políticas de privacidade, ética de dados e governança de modelos do Itaú Unibanco. As simulações trabalham com populações representativas, e não com réplicas de clientes específicos: a plataforma não modela nenhum indivíduo em particular, não substitui sistemas transacionais ou de CRM e não opera com dados pessoais. Os resultados são tratados como hipóteses a serem validadas, com comparação contínua entre as simulações e pesquisas realizadas com pessoas reais, enquanto as decisões finais permanecem sob responsabilidade das equipes do banco.

“Acreditamos que a tecnologia gera mais valor quando nos ajuda a compreender melhor as pessoas. A Simile amplia nossa capacidade de explorar cenários, testar hipóteses e identificar oportunidades em escala, mas não substitui a escuta ativa dos clientes, as pesquisas ou a expertise das nossas equipes. Pelo contrário, torna esse conhecimento ainda mais preciso e acionável. Essa combinação entre inteligência artificial e inteligência humana nos ajuda a inovar com mais precisão e a gerar valor real para os clientes”, afirma Fabrício Dore, diretor do Itaú Unibanco.

O investimento também reforça a capacidade do Itaú de identificar e apoiar empresas globais de tecnologia em estágios iniciais, antes que sejam amplamente adotadas pelo mercado, e de construir parcerias de longo prazo com organizações que estão definindo a próxima geração da inteligência artificial.

Inteligência Artificial no Itaú Unibanco

A inteligência artificial é uma das prioridades estratégicas do Itaú Unibanco. O banco vem ampliando seus investimentos em infraestrutura, talentos, pesquisa e parcerias para acelerar a adoção responsável da tecnologia e fortalecer sua estratégia AI First. Essa agenda é apoiada por estruturas dedicadas de governança de privacidade, ética de dados e gestão de riscos de modelos, que avaliam iniciativas envolvendo dados e inteligência artificial antes de sua implementação.

Sobre a Simile

A Simile AI é uma empresa de tecnologia sediada nos Estados Unidos, fundada por pesquisadores das áreas de inteligência artificial e ciência da computação. Sua tecnologia permite que organizações analisem como indivíduos, organizações e mercados provavelmente responderão a diferentes cenários