Propriedade Intelectual 17 jul 2026
Inovação pede proteção: ICTi no topo do ranking de patentes do Brasil

Em 2025, o Itaú, em conjunto com o ICTi, ficou entre os 50 maiores depositantes de patentes do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), ocupando a quinta posição entre as maiores empresas depositantes e a 42ª colocação no ranking geral. Num ranking tradicionalmente dominado por universidades, centros de pesquisa e grandes nomes da indústria, essa é a única instituição financeira presente entre os destaques deste ano. Você pode conferir mais detalhes aqui

Somente em 2025 depositamos 20 pedidos – dois dos quais já foram concedidos. O primeiro deles para o Enviesador, ferramenta desenvolvida para identificar vieses implícitos em sistemas de recomendação e modelos de inteligência artificial. E o segundo, para o Agente Multiturn, plataforma de IA que interpreta mensagens, áudios e imagens para executar tarefas e responder dúvidas com múltiplas camadas de segurança.

Conceitualmente, patente é um direito temporário concedido pelo Estado para proteger a propriedade intelectual de uma invenção ou modelo de utilidade. Para nós, porém, ela representa muito mais do que proteção jurídica. É reputação: um reconhecimento formal do nosso caráter inventivo, da nossa originalidade e da nossa cultura de inovação. É diferencial competitivo: uma proteção que assegura a exploração comercial exclusiva do que criamos e fortalece nossa posição no mercado. Acima de tudo, é impacto para o cliente. Afinal, aqui, novas tecnologias nunca são fim, mas, sim, o meio para construirmos soluções cada vez mais eficientes, personalizadas e seguras.

No caminho da inovação, propriedade intelectual é parada obrigatória

Boa parte do fortalecimento da cultura de inovação do Itaú passa pelo ICTi, que já nasceu com o intuito de acelerar o desenvolvimento de novas soluções. Mas objetivo sem método fica apenas na gaveta dos sonhos. E é aí que entra o Programa de Propriedade Intelectual (PPI), estruturado pelo ICTi para estimular e a inovação. Inicialmente restrito ao ICTi, o programa foi expandido há pouco mais de um mês para atender também o Itaú-Unibanco.

Tudo começa com o preenchimento de um formulário descrevendo a solução tecnológica proposta. Em seguida, a equipe do ICTi avalia sua originalidade e aderência aos critérios estabelecidos pelo INPI, além de realizar uma busca de anterioridade para verificar o estado da técnica no Brasil e no exterior. Se comprovado o ineditismo, a proposta segue para avaliação de um comitê interno. Caso apresente relevância estratégica para o Banco e alinhamento aos objetivos de negócio, é submetida ao INPI para depósito da patente.

No Brasil, o Itaú vem assumindo a vanguarda na proteção da inovação no setor financeiro. O movimento, porém, está alinhado a uma tendência global vista em mercados mais maduros, como o norte-americano. Entre 2022 e 2024, o Bank of America ampliou em 94% o número de patentes depositadas e concedidas relacionadas a tecnologias emergentes, como inteligência artificial e aprendizado de máquina.

“A maior parte das tecnologias de base utilizadas no desenvolvimento de produtos financeiros inovadores não é proprietária, e nada impede que seus detentores passem a atuar nesse mercado. Por isso, o crescimento dos depósitos de patente é um movimento das instituições financeiras para proteger o setor da entrada de novos competidores”, finaliza Velloso.

 

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